Inaugurada em 2009, a Casa do Moleiro é um espaço museológico que nos transporta para a vida quotidiana do meio rural do século XX. Situada junto à Azenha, nasceu no local de antigas pocilgas e hoje revela um universo de memórias, utensílios e tradições que homenageiam os moleiros e a sua comunidade.
Construída sobre as antigas pocilgas, onde os porcos eram alimentados com sobras do cereal moído e produtos dos campos, a Casa do Moleiro foi inaugurada a 26 de abril de 2009, na presença dos três últimos moleiros da freguesia. Desde então, tornou-se um espaço de homenagem e de reencontro com o quotidiano de outros tempos.
A Casa do Moleiro abre as portas para um quotidiano simples, mas cheio de significado. Entre divisões autênticas, tradições à mesa e projetos para o futuro, cada detalhe transporta-nos para a essência da vida rural e para os gestos que moldaram gerações.

No interior da Casa, os visitantes encontram divisões repletas de autenticidade:
O quarto, com a cama de “carpelas”, a camisa de noite do casal, o berço, o lavatório, as ventosas e os objetos que revelam hábitos de saúde e intimidade.
A cozinha, com as panelas remendadas, os pratos “gateados”, a candeia de azeite e o forno tradicional, capaz de cozer oito pães de cada vez.
Cada espaço convida à imersão num passado recente, mas já distante nos usos e costumes.

Alguns grupos têm a oportunidade de participar na experiência de cozer pão no forno da Casa. Quando não é possível realizar a atividade, um vídeo mostra todo o processo de amassar e cozer, partilhando com os mais jovens a sabedoria dos mais velhos.
Entre peneiras, alguidares, sacos de trigo, milho e centeio, os visitantes aprendem a identificar os cereais e associá-los ao pão que chega à mesa.
Num espaço anexo à cozinha, onde já estão expostos sacos de cereal e utensílios de apoio, poderá nascer no futuro uma verdadeira “cozinha do forno”, com pão quente a sair para todos os que visitam a Casa do Moleiro.
Até 2023, a Adega ocupava as antigas pocilgas da Azenha e servia sobretudo como espaço de arrumação para os objetos recolhidos pela Pró-Memória, muitos deles aguardando restauro ou catalogação.
Em 2024, graças ao apoio da CCDR-LVT, foi possível reorganizar todo o espaço, valorizando os elementos históricos e criando um percurso interpretativo completo. Hoje, a Adega apresenta-se como um núcleo museológico moderno e acessível, onde os painéis explicativos acompanham o visitante em todas as fases do ciclo do vinho — desde a plantação do bacelo, os cuidados na vinha, a vindima, a pisa das uvas, até ao armazenamento e à prova final no copo. A Adega é um espaço vivo, que combina património, tradição e pedagogia, permitindo que jovens e adultos compreendam melhor a história agrícola da freguesia e o papel fundamental do vinho na identidade local.

Logo à entrada, a descida pela rampa convida a atenção redobrada. Sobre a cabeça, cestas e cabazes pendurados recordam usos do quotidiano: levar comida aos homens do campo, ir às compras ou transportar o farnel em viagem.
Num espaço lateral, encontram-se as alfaias da vinha - da tropilha à máquina de sulfatar com o pote - testemunhos do trabalho agrícola que sustentava a produção do vinho.

No interior, o visitante descobre o lagar, os depósitos, a bomba de transfega, os barris, os garrafões e até o “pesa-mosto”, usado para medir o grau alcoólico.
Os painéis ilustram todo o ciclo da vinha e do vinho, enquanto um pequeno écran exibe a pisa da uva de forma tradicional - uma experiência que faz reviver o sabor das vindimas de outros tempos.
A Casa do Moleiro é um espaço onde se revive o quotidiano rural, se preservam tradições e se partilham memórias que ajudam os mais novos a compreender modos de vida que, de outra forma, lhes seriam desconhecidos.
O Centro de Interpretação da Azenha está aberto de quinta a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 18h (última entrada às 17h15).
Entrada gratuita
Visitas guiadas para grupos mediante marcação
Demonstrações de moagem em datas específicas ou a pedido
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