anos de existência
Preservar o património, promover a cultura e envolver toda a comunidade de A dos Cunhados
A Pró-Memória, Associação Cultural e Etnológica de A dos Cunhados, dedica-se à preservação e divulgação do património local e à promoção da cultura, envolvendo toda a comunidade, incluindo aqueles que estão mais longe.
Ao longo dos anos, a associação tem vindo a desenvolver projetos, atividades e obras que reforçam o conhecimento e a valorização da história da freguesia. Entre as realizações mais relevantes destacam-se: a recuperação do edifício da Azenha, com os engenhos de moagem a funcionar; a construção da Casa do Moleiro; e a criação do Centro de Interpretação da Azenha e da Adega, constituindo um complexo museológico que evidencia a riqueza cultural e histórica da região.
A Pró-Memória assume-se como um polo aglutinador de iniciativas culturais e educativas, promovendo o envolvimento da comunidade e garantindo que o património e a memória da freguesia sejam cada vez mais reconhecidos, valorizados e preservados.
Três áreas essenciais que orientam o trabalho da Pró-Memória.
Preservar o património da freguesia, divulgar a cultura local e envolver a comunidade em projetos educativos e culturais.
Recuperação da Azenha, Casa do Moleiro e criação do Centro de Interpretação, preservando a história e tornando-a acessível a todos.
Atividades, eventos, workshops e parcerias que promovem a participação da comunidade e valorizam a memória coletiva de A dos Cunhados.
28 anos de património, cultura e comunidade
Desde a sua fundação em 1997, a Pró-Memória tem-se dedicado a preservar a memória de A dos Cunhados, promovendo a cultura e envolvendo a comunidade em projetos educativos, exposições, publicações e eventos. Descubra os marcos que definem o percurso da associação e a construção do nosso património vivo.

O percurso da Pró-Memória começou com o curso socioeducativo de “Levantamento do Património”, que decorreu em A dos Cunhados entre março e junho de 1996. Inspirados por este curso, nasceu a associação, formalmente criada em 10 de abril de 1997, por Escritura Pública. Desde o início, os objetivos ficaram claros: preservar e divulgar o património local, material e imaterial, e promover a cultura, sempre com uma forte componente pedagógica.
Ainda em 1997, realizou-se a primeira exposição etnográfica sobre a freguesia e foi editada uma brochura, que viria a servir de mote para a futura monografia. Surgiram também as primeiras demonstrações “ao vivo” das tarefas e modos de vida das famílias do século XX, incluindo a reconstituição do interior de uma casa com adega, no salão da Associação de Socorros, nossa parceira desde o início.
Para contar as tradições e recriar momentos de lazer, escreveram-se canções e organizaram-se marchas populares, apresentadas vários anos a partir de 1997, com a representação de diferentes lugares da freguesia.

O sonho de criar um museu levou a Pró-Memória a adquirir, em 2001, o edifício da Azenha, então completamente em ruínas. A recuperação começou em 2002, inicialmente com o objetivo de restaurar o edifício, mas só mais tarde surgiu a ideia de transformá-lo num museu, percebendo-se o potencial histórico do espaço. A obra seria concluída apenas em 2022, com todos os engenhos de água e de circuito do cereal a funcionar.
Paralelamente, outras obras avançaram: a Casa do Moleiro e da Adega, construída no local das antigas pocilgas anexas à Azenha, iniciou-se em 2004 e foi inaugurada em 2009, ficando desde logo aberta ao público.
Durante este período, surgiram as primeiras publicações, todas em regime de voluntariado, incluindo a monografia Itinerários da Memória (2002), bem como parcerias com associações, lares, escolas e jardins de infância, reforçando o carácter educativo e comunitário da Pró-Memória.

Em 2008, no âmbito dos 200 anos das Linhas de Torres, a Pró-Memória organizou uma feira oitocentista com recrutamento militar, envolvendo várias associações da freguesia. A iniciativa teve grande reconhecimento da Câmara Municipal de Torres Vedras e foi replicada noutras cidades, incluindo Santa Cruz.
Durante estes anos, as atividades culturais diversificaram-se: arraiais populares, concursos de fotografia sobre património, mostras de doçaria e artesanato, exposições temáticas, recriações históricas, colóquios, tertúlias, teatro, música e dança, ateliês para crianças (como reciclagem de papel, cavaquinho, “hora do Conto”, bolinhos e dramatização), além de atuação de grupos corais, incluindo o coro infantil durante alguns anos.
Publicações importantes deste período incluem:
Opúsculo sobre os 15 anos da Associação (2012)
Azenha de A dos Cunhados – 5 séculos de história (2012)

Ao longo destes anos, a Pró-Memória consolidou-se como polo aglutinador de associações da freguesia, promovendo intercâmbios e participações conjuntas em marchas, feiras, edições de livros e teatro.
Foram também lançadas publicações de destaque, com investigação da associação:
Fragmentos da História do Séc. XX – Freguesia de A dos Cunhados (2022)
Onde mora o Grão de Trigo? (2022)
Em 2021, realizou-se a Exposição de Trabalhos e Ofícios, representando os principais ofícios do século XX, com artesãos a trabalhar ao vivo.
No mesmo período, continuaram os concursos anuais de filhós e os passeios BTT “Itinerários da Memória”, aproximando a comunidade do património local e de freguesias limítrofes.

A Azenha foi finalmente concluída no final de 2022 e, em maio de 2023, inaugurou-se o Centro de Interpretação da Azenha (CIAA), atualmente aberto ao público, permitindo visitas guiadas e participação na moagem.
Em 2024, a adega passou por uma reformulação, com instalação de painéis de interpretação do ciclo do vinho. Em março de 2025, decorreu o Concurso de Pintura Mural sobre os 50 anos do 25 de abril, cujo mural será pintado nos jardins do Alcabrichel.
Atualmente, a associação continua a dinamizar atividades culturais e educativas, como a formação “TODOS em REDE… com a Pró-Memória”, destinada a maiores de 55 anos, consolidando o compromisso com a preservação da memória, a promoção da cultura e o envolvimento da comunidade.
Ao longo de 28 anos, a Pró-Memória tem-se afirmado como guardiã do património e dinamizadora da cultura local. Mas o nosso caminho não fica por aqui. Para os próximos anos, queremos crescer, inovar e continuar a envolver toda a comunidade.
Continuar a valorizar e divulgar o património de A dos Cunhados, garantindo que a memória e as tradições se mantêm vivas para todos.
Criar estratégias e atividades inovadoras para envolver o público jovem, complementando o trabalho desenvolvido com todas as idades.
Dar a conhecer o Centro de Interpretação da Azenha, a Casa do Moleiro e a Adega, promovendo visitas guiadas e experiências culturais únicas.
Alargar a bolsa de voluntários, incentivando a participação ativa na missão da associação e nas suas iniciativas culturais.
Manter uma atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como idosos e imigrantes, garantindo oportunidades de participação para todos.
Cooperar com associações locais e externas, promovendo intercâmbio de experiências e mantendo sempre o foco na preservação do passado e na construção do futuro.
Segundo o relatório, Portugal materializa nos ODS 4, 5, 9, 10, 13 e 14 as suas prioridades estratégicas na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A Pró-Memória, por seu lado, de acordo com as candidaturas apresentadas, maioritariamente ligadas ao património e à cultura materializa nas ODS 4, 5, 8, 9, 10 e 11 os seus objetivos e dinâmicas.
Acesso à educação para todos, promovendo cidadania, diversidade e aprendizagem inclusiva.
Oportunidades educativas equitativas para todos, reforçando inclusão e respeito.
Fomenta crescimento económico sustentável, valorizando cultura e produtos locais.
Reabilita infraestruturas regionais de forma sustentável, promovendo desenvolvimento e bem-estar.
Acesso gratuito à cultura para todos, fortalecendo inclusão social e económica.
Protege património e cria espaços seguros e inclusivos, conectando áreas urbanas e rurais.
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