Até 2023, a Adega ocupava as antigas pocilgas da Azenha e servia sobretudo como espaço de arrumação para os objetos recolhidos pela Pró-Memória, muitos deles aguardando restauro ou catalogação.
Em 2024, graças ao apoio da CCDR-LVT, foi possível reorganizar todo o espaço, valorizando os elementos históricos e criando um percurso interpretativo completo. Hoje, a Adega apresenta-se como um núcleo museológico moderno e acessível, onde os painéis explicativos acompanham o visitante em todas as fases do ciclo do vinho — desde a plantação do bacelo, os cuidados na vinha, a vindima, a pisa das uvas, até ao armazenamento e à prova final no copo. A Adega é um espaço vivo, que combina património, tradição e pedagogia, permitindo que jovens e adultos compreendam melhor a história agrícola da freguesia e o papel fundamental do vinho na identidade local.
ntre memória e tradição, a Adega convida o visitante a percorrer os espaços onde se cultivava, colhia e transformava a uva. Desde as alfaias do campo até ao lagar e barris, cada detalhe revela o trabalho agrícola, os saberes antigos e o ciclo completo do vinho, proporcionando uma experiência imersiva que une passado e presente.

Logo à entrada, a descida pela rampa convida a atenção redobrada. Sobre a cabeça, cestas e cabazes pendurados recordam usos do quotidiano: levar comida aos homens do campo, ir às compras ou transportar o farnel em viagem.
Num espaço lateral, encontram-se as alfaias da vinha - da tropilha à máquina de sulfatar com o pote - testemunhos do trabalho agrícola que sustentava a produção do vinho.

No interior, o visitante descobre o lagar, os depósitos, a bomba de transfega, os barris, os garrafões e até o “pesa-mosto”, usado para medir o grau alcoólico.
Os painéis ilustram todo o ciclo da vinha e do vinho, enquanto um pequeno écran exibe a pisa da uva de forma tradicional - uma experiência que faz reviver o sabor das vindimas de outros tempos.
A Adega é um espaço onde se descobre o quotidiano agrícola, se preservam tradições vitivinícolas e se partilham memórias que ajudam os mais novos a compreender modos de vida e saberes que, de outra forma, lhes seriam desconhecidos.
O Centro de Interpretação da Azenha está aberto de quinta a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 18h (última entrada às 17h15).
Entrada gratuita
Visitas guiadas para grupos mediante marcação
Demonstrações de moagem em datas específicas ou a pedido
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