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    O pão já cozido e bem tostado. O forno estava muito quente!

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    As labaredas que vão deixar branco o tijolo do forno, sinal de “bem aquecido”

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    A massa é retirada do alguidar, em pequenas porções, para tender um pão de cada vez

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    O pão tendido leveda mais um pouco enquanto aguarda entrar no forno

Casa do Moleiro

casamoleiro1Esta casa, assim denominada, por ficar anexa ao edifício da azenha e pretender-se que tenha uma história comum, insere-se num projecto mais amplo que é o da reconstrução da azenha como futuro espaço museológico interactivo.

Construída no espaço de umas pocilgas, onde se alimentavam porcos com as sobras do cereal moído na azenha e com os legumes produzidos nos campos adjacentes, foi inaugurada e aberta ao público a 26 de Abril de 2009, com a presença dos três últimos moleiros, a quem prestámos uma pequena homenagem.

 Fruto de muito querer, de ofertas de mão-de-obra e de materiais, bem como de utensílios que documentam a vida quotidiana (doméstica e de trabalho agrícola, entre outros) funciona como espaço museológico. Muitas das peças foram doadas, algumas emprestadas, mas necessitamos ainda de outras, sobretudo alfaias agrícolas que nos ajudem a completar, por exemplo, o ciclo do vinho.

Para além do espaço físico observável com visita guiada ou não, temos aos domingos de mercado (2º domingo do mês), a venda de merendeiras cozidas no forno do moleiro ou umas boas filhós feitas pela moleira.

 

A visita

Entre pelo grande portão e dirija-se à entrada principal da casa (a casa de fora) e interaja com o espaço, fruindo nele com as suas recordações ou bebendo a história nele contida.

Passe depois ao quarto e aprecie sobre o colchão de “caropelas” a camisa de noite do homem e da senhora, ao lado o berço, o lavatório ao fundo, o bacio, entre tantos outros.

Entre na cozinha onde encontra as panelas de fundo remendado, os pratos “gateados”, a candeia de azeite…enfim, um rol de utensílios que nos levam para uma época não muito dilatada em anos, mas muito distante nos usos e costumes. Aqui temos o forno onde podemos cozer 8 pães médios de cada vez.

Há ainda um alpendre com os alguidares da massa, as peneiras, os sacos de trigo, milho e centeio, e que serve de apoio à cozinha e que desejamos, venha a ser um dia, uma verdadeira “cozinha do forno”, com pão sempre quentinho a sair.

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À sua esquerda, vê a porta da adega. Com cuidado desça a rampa, não sem antes olhar à direita e apreciar alguns meios de transporte: o carro de mão, a padiola, as cangalhas e a carroça para o burro, as cestas para a bicicleta… Por cima da sua cabeça, bem dependuradas, as outras cestas e cabazes para levar a comida aos homens do campo ou, para uma ou outra vez transportar o farnel numa viagem.

No espaço seguinte, descubra a banca e ferramentas do sapateiro, bem como os sapatinhos com “brochas”; a mala e utensílios do castrador de porcos, com o respectivo Diploma; alfaias agrícolas diversas (tesouras da poda e da vindima, crivos, tropilha), instrumentos de medida de peso e de líquidos; tulhas e arcas para arrumação de cereais; entre outros. Não deixe de ler alguns documentos de compra   (de adubos e de rações), bem como de venda de vinho e trigo, entre outros registos de pagamentos da época. Na última divisão, o espaço dedicado ao vinho: o lagar, os depósitos, a bomba, os barris, os garrafões e até o “pesa-mosto” para medir o grau.

A cozedura do pão

No forno existente nesta cozinha já se cozeu pão por várias vezes. Alguns grupos de adultos que nos visitaram acordaram connosco essa experiência que nem sempre é possível, pois trabalhamos com voluntários. De uma dessas cozeduras, elaborámos um vídeo que passamos aos alunos das escolas que nos visitam. Ficam assim a saber mais sobre o amassar e cozer do pão, e apreciam com outro olhar o que vêem em redor. Metem a mão no saco do grão e aprendem a identificar o trigo, o milho e o centeio, associando-os às respectivas farinhas ali ao lado, e ao pão que conhecem ou que normalmente comem..

Conclusão:
Temos muito prazer em receber-vos. Visite e recorde. Dê a conhecer aos mais novos as vivências que de outra forma não conseguiriam percepcionar.

 

Visitas todos os dias, das 14h às 17h, mediante solicitação na azenha. Para grupos há a possibilidade de visita guiada e ateliers, com marcação prévia. Para sócios e escolas da Freguesia de A dos Cunhados, a entrada é gratuita.

Para sócios e escolas da Freguesia de A dos Cunhados, a entrada é gratuita.